sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Desastres decorrentes da poluição das águas

Alguns desastres sérios de poluição das águas ocorreram, como em Minamata, uma cidade situada na Baía de Minamata, no Japão. Em 1956, uma criança de cinco anos foi hospitalizada por apresentar distúrbios neurológicos, como problemas de fala e locomoção, além de dificuldades na ingestão de alimentos. Nos dias seguintes, vários casos similares surgiram, parecendo ser uma epidemia, assustando a população e as autoridades governamentais, que pensavam que a doença fosse contagiosa. 

 

A pesquisa para caracterizar e determinar as causas levou mais de dez anos, até confirmar que o problema estava sendo causado pelos efluentes de uma fábrica de acetaldeído, despejados sem tratamento nas águas da baía. Os efluentes continham metil-mercúrio, que, apesar das baixas concentrações nas águas da Baía de Minamata, foi concentrado ao longo da cadeia alimentar e chegou a atingir 40 ppm – partes por milhão – nos peixes, que eram a dieta básica da população. 

 

A Doença de Minamata, causada pela ingestão de peixes com altas concentrações de metil-mercúrio, afetava o sistema nervoso central, provocando dormência e sensibilidade diminuída nas extremidades – pés e mãos –, dificuldades de coordenar os movimentos dos pés e das mãos, dificuldade para articular as palavras – até a perda da fala –, dificuldade de concentração, fraqueza e fadiga constantes, perda gradual da visão e audição, e finalmente coma e morte. Mais de 50 pessoas morreram e cerca de 500 apresentaram desordens neurológicas, e as indenizações pagas às vítimas da doença ultrapassaram 60 milhões de dólares. 

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