quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fossas Ecológicas


Um projeto desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), visa a construção de 70 fossas ecológicas na zona rural de Varginha. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater Luiz Geraldo Reis, além de reduzir a contaminação dos lençóis freáticos, o projeto aumenta a qualidade da água que será consumida pelos moradores com custo bem menor se comparado a uma fossa convencional. 
Segundo a Emater, o custo de uma fossa convencional é em torno de R$ 5 mil. Cerca de 10 vezes mais que o gasto com a fossa ecológica, que é de apenas R$ 500. O projeto surgiu na Alemanha e chegou ao Brasil há 10 anos.
Cerca de 112 famílias moradoras da Comunidade dos Martins estão construindo as novas fossas. O trabalho está sendo feito com os recursos dos próprios moradores e da Associação de Cafeicultores. Para construir a fossa, é preciso fazer um buraco de nove metros cúbicos. A estrutura é feita com cimento e tela de galinheiro. São utilizados ainda pneus, britas, cascalho, areia e solo para o futuro plantio.
A diferença da fossa ecológica é que nela só podem ser despejados dejetos sólidos. Já os dejetos líquidos, como a água do chuveiro, por exemplo, deve continuar sendo colocada nos antigos sumidouros - fossas que escoam água. Segundo Reis, os dois tipos de dejetos não podem ficar juntos porque pode atrapalhar o processo de fermentação dos sólidos.
"Depois que a fossa ecológica fica pronta, é preciso plantar espécies de folhas largas que consomem muita água. São essas plantas que através das raízes vão absorver os gases produzidos dentro do buraco", explica o engenheiro.

Tratamento das Águas - Círculo de Bananeiras


Círculo de bananeiras

circuloO círculo de bananeira é usado para tratar as águas usadas da casa (pias, tanques e chuveiros), as chamadas águas cinzas. Ele também beneficia a produção de bananas em escala humana.
Essa técnica originou-se da observação dos efeitos dos fortes ventos sobre a cultura dos cocos. Numa clareira os coqueiros caídos davam origem a círculos de coqueiros que nasciam, se desenvolviam e produziam melhor do que quando sós. O padrão natural observado foi que no centro do círculo se depositavam folhas, ramos, frutos, etc, que retinham a umidade e concentravam nutrientes, beneficiando a cultura dos coqueiros. Dessa observação, passou-se em seguida às experiências com outras culturas, como a da banana.

No caso das bananeiras percebeu-se que elas, como outras plantas de folhas largas como o mamoeiro, evaporavam grandes quantidades de água e estabeleceu-se assim uma relação com as águas cinzas das residências. Essa ligação é feita entre a necessidade de se tratar a águas que saem das pias e chuveiros das residências com a grande capacidade de evaporar (tratar) dos círculos de bananeiras. E isso é uma das bases do design na permacultura, estabelecer relações positivas, sinérgicas entre os elementos de um sistema vivo.
Como construir?
circulotrabalho começa com a construção de um buraco, em forma de concha, com 1 m cúbico de volume. Lembre-se que a terra retirada do buraco é colocada na borda aumentando a altura do buraco.
Os sistemas vivos não seguem projetos no papel. Então mais importante do que seguir as dimensões apresentadas aqui, é procurar observar no local, o solo, a insolação, incidência de geadas, etc. para dedinir melhor como será o círculo de bananeiras de sua residência.
Se o solo for muito arenoso deve-se adicionar uma camada de argila para retardar a infiltração e possibilitar que a microvida faça seu trabalho de quebrar as moléculas dos nutrientes e outros compostos que vem com a água.
circuloO buraco, depois de pronto, deve ser enchido com madeira e palha para criar um ambiente adequado para o recebimento da água cinza e para beneficiar a micro vida. Isso é feito primeiro colocando pequenos troncos de madeira grossos no fundo. Em seguida galhos médios e finos de árvores e por último a palha (aparas de capim, folhas, etc.) formando um monte com quase 1 metro de altura acima da borda do buraco. A madeira deve ser colocada de forma desarrumada, para que que se crie espaços para a água. A palha em cima serve para impedir a entrada da luz e da água da chuva, que escorrerá para os lados não inundando o buraco e não se contaminando com a água cinza.
A água cinza deve ser conduzida por um tubo até o buraco e com um joelho na ponta para evitar o entupimento. Não usar valas abertas para a condução da água, assim mosquitos e outros animais indesejados não terão como se desenvolver. E os microorganismos da compostagem terão um ambiente perfeito para fazer o seu trabalho.
Plantio
As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer as covas (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enche-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. Antes de preencher totalmente o buraco, na hora de colocar o rizoma, posicione para que a gema fique para o lado de fora do círculo e inclinado de forma que a bananeira nasça caída para fora. Essa inclinação da bananeira é mais fácil de ser conseguida quando plantada a partir de rebentos. Isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo.
Ao redor do círculo, também é indicado o plantio de mais plantas de folha larga como a taioba, o mamoeiro e entre elas batata doce ou outra plantas rasteiras para cobrir todo o espaço. Em pouco tempo o círculo irá se transformar em um nicho de fertilidade que vai se espalhar pelo entorno.
Cuidados
A água cinza NÃO deve conter água preta dos sanitários. Estas deveriam ir para outros sistemas apropriados para o seu tratamento.
E nas pias e chuveiros deve-se evitar o uso de detergentes químicos e outras substâncias tóxicas como cloro, etc., pois estas substâncias matam os microorganismos e impedem a compostagem dos nutrientes contidos na água cinza com a madeira.
Mais informações sobre a separação das águas servidas podem ser encontradas em“sistematização da água”.
Dimensionamento
Esse tamanho padrão de 1 m3 para CDB é suficiente para uma família de 3 a 5 pessoas, mas se o volume de água cinza produzido na casa for maior do que a capacidade de recebimento do círculo, a solução é construir um segundo círculo interligado ao primeiro. Não se deve fazer bacias maiores que o padrão. A água cinza entra pela parte mais alta do primeiro círculo e sai no nível máximo por meio de outro tubo e segue para o segundo círculo. Conforme a situação pode-se ter uma bateria de círculos inteligados. Isso é facilitado se o terreno for inclinado.
Manejo
Sempre colocar aparas de poda (grama, capim, galhos) no centro para alimentar o círculo e evitar que o buraco seja inundado com a água da chuva.
Após colher o cacho de bananas, deve-se cortar a bananeira bem na base e em pedaços de 1 metro, rachar ao meio (longitudinal) e também colocar no centro do círculo. A cada 3 anos (ou mais) todo o material depositado no buraco pode ser retirado (quando os troncos se dissolverem) e usar como adubo orgânico na horta. E repor novo material como no início da implantação do círculo.
Aqui na região sul do Brasil há diversos círculos de bananeiras funcionando perfeitamente há mais de 3 anos. Assim que possível publicarei mais fotos dessas experiências.
Alguns círculos de bananeiras:













quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Casas Populares com Energia Solar!


SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) - O Ministério das Cidades vai avaliar a possibilidade de instalar sistemas de energia solar nas residências no âmbito do programa "Minha Casa, Minha Vida", sem que sejam alterados os limites de custos dessas unidades, após recomendação do Conselho das Cidades, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira.
A recomendação levou em conta que o programa habitacional do governo federal possibilita o uso de energia solar no aquecimento de água, somado ao fato de que a temperatura média em muitos municípios brasileiros é alta, "com incidência solar significativamente elevada e com alto rendimento fotovoltaico", segundo o documento.
Foi considerado ainda que o custo da energia elétrica pago pelos beneficiários incide de forma expressiva em seus gastos fixos e que a adoção do sistema de energia solar voltaica diminuiria significativamente estes custos.
Os sistemas de energia solar fotovoltaica seriam conectados ao sistema de abastecimento de energia elétrica, alternativa ou complementarmente ao sistema de aquecimento solar.
A segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida", anunciada em meados de junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014.
Instituição Árvore Sagrada